06/11/2007

umha história contada por Judith Butler

alt : http://www.youtube.com/v/DLnv322X4tY&rel=1
Hai umha história que ocorreu haverá uns oito anos. A de um rapaz que vivia em Maine. El caminhava pola rua abaixo dumha pequena vila na que habitara toda a vida. E el caminhava abalando as suas cadeiras, já sabes, de umha maneira "feminina". O rapaz medrou e, ao redor dos 14-16 anos, o seu contoneo volveu-se mais pronunciado. A parte feminina era mais espectacular, e começou a ser acosado polo resto dos rapazes da vila. Um dia 2 ou 3 rapazes atacarom-no. Interpusserom-se no seu caminho, empurrarom-no, botarom-no por umha ponte abaixo e morreu.
Temos que perguntar-nos por que alguém pode ser assassinado a causa do seu modo de andar.
Como pode ser umha maneira de andar tam abjecta como para que os outros rapazes sintam a necessidade de negar a esta pessoa, de fazer o que seja para que acave, para que remate essa maneira de andar? (...) Sentem-se obrigados a erradicar a possibilidade de que essa pessoa poda volver caminhar de novo.
Estamos a falar de um pánico extremo, profundo, umha angústia relacionada com a protecçom das normas de género. E como se alguém di "deves desculpar-te com as normas da masculinidade, ou do contrário morrerás" ou "eu mato-te agora porque nom te desculpas".
Temos de começar a perguntar-nos qual é a relaçom, a ligaçom entre a submissom às normas de género e a coerçom.
Escrito por maribolheras em 16:43:00 | Link permanente | Comments (3) |
Comentário
1 - Cuánto nos queda aún por crear i recrear, amigas maribolhis! Cada vez más soy de la opinión que la represión es la medida más fiel de nuestra incapacidad (impuesta) de crear (nuevos imaginarios, conductas o valores). Acaso el capitalismo, la religión o el hetero-patriarcado han hecho otra cosa que reprimir la creatividad para imponerse?

un abrazo a todas desde Kollserola (Barcelona)Àlex (Comentar)

Escrito por: alexk em 2007/11/06 - 22:33:39
2 - Interesante comentario Alex. Adelante con nuestra creatividad!
petonets (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2007/11/07 - 21:45:44
3 - Un ejemplo de lo que quería decir en el primer mensaje y que llamaré la metáfora del "tunning o tuneo". No sé si por Galicia andará muy arraigada la cultura del "tuneo" de coches, de las farras en las gasolineras, de las furtivas, etc...Una cultura que, como ya os podéis imaginar, aborrezco absolutamente pero que me ha permitido observar lo siguiente: la capacidad del sistema económico y cultural actual de contrarrestar los impulsos creativos de la sociedad. Con el "tunning" se revierte hábilmente la necesidad creativa (y de transformación)propia de los adolescentes hacia un objeto y mercancia (el coche) y no hacia su propio cuerpo y persona. Una perfecta combinación de ocio y represión claramente inducida por nuestro sistema capitalista y hetero patriarcal. (Comentar)

Escrito por: alexk em 2007/11/09 - 10:44:46
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