umha história contada por Judith Butler
Hai umha história que ocorreu haverá uns oito anos. A de um rapaz que vivia em Maine. El caminhava pola rua abaixo dumha pequena vila na que habitara toda a vida. E el caminhava abalando as suas cadeiras, já sabes, de umha maneira "feminina". O rapaz medrou e, ao redor dos 14-16 anos, o seu contoneo volveu-se mais pronunciado. A parte feminina era mais espectacular, e começou a ser acosado polo resto dos rapazes da vila. Um dia 2 ou 3 rapazes atacarom-no. Interpusserom-se no seu caminho, empurrarom-no, botarom-no por umha ponte abaixo e morreu.
Temos que perguntar-nos por que alguém pode ser assassinado a causa do seu modo de andar.
Como pode ser umha maneira de andar tam abjecta como para que os outros rapazes sintam a necessidade de negar a esta pessoa, de fazer o que seja para que acave, para que remate essa maneira de andar? (...) Sentem-se obrigados a erradicar a possibilidade de que essa pessoa poda volver caminhar de novo.
Estamos a falar de um pánico extremo, profundo, umha angústia relacionada com a protecçom das normas de género. E como se alguém di "deves desculpar-te com as normas da masculinidade, ou do contrário morrerás" ou "eu mato-te agora porque nom te desculpas".
Temos de começar a perguntar-nos qual é a relaçom, a ligaçom entre a submissom às normas de género e a coerçom.
Temos que perguntar-nos por que alguém pode ser assassinado a causa do seu modo de andar.
Como pode ser umha maneira de andar tam abjecta como para que os outros rapazes sintam a necessidade de negar a esta pessoa, de fazer o que seja para que acave, para que remate essa maneira de andar? (...) Sentem-se obrigados a erradicar a possibilidade de que essa pessoa poda volver caminhar de novo.
Estamos a falar de um pánico extremo, profundo, umha angústia relacionada com a protecçom das normas de género. E como se alguém di "deves desculpar-te com as normas da masculinidade, ou do contrário morrerás" ou "eu mato-te agora porque nom te desculpas".
Temos de começar a perguntar-nos qual é a relaçom, a ligaçom entre a submissom às normas de género e a coerçom.




















un abrazo a todas desde Kollserola (Barcelona)Àlex (Comentar)
petonets (Comentar)