NOTA ACLARATÓRIA
Maribolheras contactou hai umha semana coa Sala Capitol e a promotora Idearock para fazer-lhes saber quem era SIZZLA e para solicitar-lhes a cancelaçom do concertó. Como decidirom seguir adiante, o sábado 24 lançamos umha campanha de boicote ao concertó e à sala. A nossa intençom era, por umha parte tentar coa pressom social e legal suspender o concertó, e também tentar abrir um debate na sociedade, darnos a conhecer o que dim as letras dos cantantes ligados à corrente homófoba e machista dos Bobo-Shanti (Sizzla, Capleton…) e de qual era a relaçom deste asunto coa situaçom LGBTQ em Jamaica.
Nós trabalhamos muito em rede, hai muita confiança mútua, especialmente cos colectivos feministas. Abrimos um blogue e somarom-se 22 colectivos. A produtora e a sala receberom centor de mails e chamadas telefónicas solicitando a suspensom. Paralelamente, o grupo gai do PSOE galego 7 cores
http://grupo7colores.blogspot.com/(que ainda que nom figura no blogue da campanha, formou parte dela) também solicitaron a suspensom do concertó. Conseguindo um grau de pluralidade e unanimidade significativo nesta campanha, à que se unirom em bloco a totalidade do movimiento feminista e LGBT galego, e distintos colectivos sociais e pessoas de toda Galiza.
Nós actuamos! Onte apresentamos umha denuncia na fiscalía solicitando a tomada de medidas cautelares e a cancelaçom do concertó.
Onte houvo muito quilombo porque a agencia EFE distribuiu um comunicado falso, atribuído à sala capitol, na que se anunciava a suspensom do concertó. A noticia estivo colgada várias horas nos soportes digitais. Finalmente a situaçom aclarou-se e a noticia apareceu corrigida nos meios varias horas depois. COLEGAS, apresurou-se a pór-se medalhas, obviando o trabalho que si tínhamos feito em rede.
Estamos pendentes de ver se a fiscalía valora positivamente as motivaçons da denuncia e se decide actuar ao longo desta tarde. Também hai convocada umha concentraçom de protesto umha hora antes do concertó na Pça do Toural.
COLEGAS apareceu em toda esta história depois de que a campanha estivera em marcha, e de que houvera umha polémica pública recolhida nos meios. Virom um filom e desembarcarom a golpe de comunicados de imprensa. Actuarom em todo momento por libre, sem comunicaçom nengumha com outros colectivos porque (de facto) aquí ninguém o conhecemos. Ainda que já nos chegou o rumor de que asinarom um convenio coa nova Junta do PP para desembarcar aquí. De momento desconhecemos se já estam constituidos legalmente, mais, a día de hoje, ninguém aquí conhece “afiliados” de COLEGAS,e ainda menos, actividade algumha.
A primeira nova que temos estes días é que solicitam a intervençom dos corpos policiais (!) para impedir o concerto (a través dumha nota aos meios).
O lamentável é que este senhor apareceu falando no nome dos movimientos socais da Galiza, suplantándolo e erigiéndose em interlocutor com as instituçoms e a prensa…
Onde imos com semelhante embajador? Excepto os comunicados, nom fijerom nada mais, tampouco apresentarom denuncia algumha, pesse a que o afirmem. Tem graza que agora nos acuse a nós, que deijamos a pele estes días, de botar abaixoo o seu trabalho. Ainda por riba acusando-nos de um delito.
COLEGAS, que nom amigos nim conhecidos, o vosso desembarco na Galiza quedou tocado é afundiu por vos mesmas.
O resto dos colectivos sociais seguimos a trabalhar na cancelaçom do concertó do homófobo cantante e nom imos gastar nim um segundo mais em desmentir as graves acusaçoms vertidas por eles.
Já nom sei qué me dá máis coragem, se o facto de que o concerto do merdas esse se leve a cabo, ou toda a manipulaçom pepeira dos Coleguis. Cheguei a pensar que em casos sangrantes como este, a unanimidade de todo o movimento LGTB e demáis apoios era sinceira, mas já vejo que com os putos fachas é impossivel qualquer consenso. Em fim, pilarim…