Umhas 150 pessoas concentravam-se onte à noite na Pça da Toural para mostrar o seu rechaço e indignaçom pola actuaçom de Sizzla. As pessoas concentradas marcharom em manifestaçom até as portas da Sala que, meia hora depois da apertura de portas, estava praticamente vazia. Ao longo da noite forom entrando pequenos grupo de pessoas mas, em total, apenas 300 acudirom a um concerto que se viu sacudido pola polémica durante toda esta semana. A sociedade deu às costas a SIZZLa e a quem pretende lucrar-se coas suas mensagens homófobas. Queremos denunciar, especialmente, às promotoras Idearock e Sweet Nocturna que, conhecedoras da biografia de SIZZLA, decidirom arriscar-se e contratar a semelhente personagem.
Obrigadas a todas . Isto foi umha vitória colectiva!
Maribolheras contactou hai umha semana coa Sala Capitol e a promotora Idearock para fazer-lhes saber quem era SIZZLA e para solicitar-lhes a cancelaçom do concertó. Como decidirom seguir adiante, o sábado 24 lançamos umha campanha de boicote ao concertó e à sala. A nossa intençom era, por umha parte tentar coa pressom social e legal suspender o concertó, e também tentar abrir um debate na sociedade, darnos a conhecer o que dim as letras dos cantantes ligados à corrente homófoba e machista dos Bobo-Shanti (Sizzla, Capleton…) e de qual era a relaçom deste asunto coa situaçom LGBTQ em Jamaica.
Nós trabalhamos muito em rede, hai muita confiança mútua, especialmente cos colectivos feministas. Abrimos um blogue e somarom-se 22 colectivos. A produtora e a sala receberom centor de mails e chamadas telefónicas solicitando a suspensom. Paralelamente, o grupo gai do PSOE galego 7 cores http://grupo7colores.blogspot.com/(que ainda que nom figura no blogue da campanha, formou parte dela) também solicitaron a suspensom do concertó. Conseguindo um grau de pluralidade e unanimidade significativo nesta campanha, à que se unirom em bloco a totalidade do movimiento feminista e LGBT galego, e distintos colectivos sociais e pessoas de toda Galiza.
Nós actuamos! Onte apresentamos umha denuncia na fiscalía solicitando a tomada de medidas cautelares e a cancelaçom do concertó.
Onte houvo muito quilombo porque a agencia EFE distribuiu um comunicado falso, atribuído à sala capitol, na que se anunciava a suspensom do concertó. A noticia estivo colgada várias horas nos soportes digitais. Finalmente a situaçom aclarou-se e a noticia apareceu corrigida nos meios varias horas depois. COLEGAS, apresurou-se a pór-se medalhas, obviando o trabalho que si tínhamos feito em rede.
Estamos pendentes de ver se a fiscalía valora positivamente as motivaçons da denuncia e se decide actuar ao longo desta tarde. Também hai convocada umha concentraçom de protesto umha hora antes do concertó na Pça do Toural.
COLEGAS apareceu em toda esta história depois de que a campanha estivera em marcha, e de que houvera umha polémica pública recolhida nos meios. Virom um filom e desembarcarom a golpe de comunicados de imprensa. Actuarom em todo momento por libre, sem comunicaçom nengumha com outros colectivos porque (de facto) aquí ninguém o conhecemos. Ainda que já nos chegou o rumor de que asinarom um convenio coa nova Junta do PP para desembarcar aquí. De momento desconhecemos se já estam constituidos legalmente, mais, a día de hoje, ninguém aquí conhece “afiliados” de COLEGAS,e ainda menos, actividade algumha.
A primeira nova que temos estes días é que solicitam a intervençom dos corpos policiais (!) para impedir o concerto (a través dumha nota aos meios).
O lamentável é que este senhor apareceu falando no nome dos movimientos socais da Galiza, suplantándolo e erigiéndose em interlocutor com as instituçoms e a prensa…
Onde imos com semelhante embajador? Excepto os comunicados, nom fijerom nada mais, tampouco apresentarom denuncia algumha, pesse a que o afirmem. Tem graza que agora nos acuse a nós, que deijamos a pele estes días, de botar abaixoo o seu trabalho. Ainda por riba acusando-nos de um delito.
COLEGAS, que nom amigos nim conhecidos, o vosso desembarco na Galiza quedou tocado é afundiu por vos mesmas.
O resto dos colectivos sociais seguimos a trabalhar na cancelaçom do concertó do homófobo cantante e nom imos gastar nim um segundo mais em desmentir as graves acusaçoms vertidas por eles.
A Sala Capitol cancelou o concerto de Sizzla em Compostela Voz de Galicia ABC
PARABENS a todxs as que contribuimos de algumha maneria neste feito! Obrigadas tamém à sala Capitol por ter reflexionado e adoptar o compromiso de nom contribuir a homofobia no seu espaço
Exigimos á Sala Capitol a imediata suspensión do concerto previsto para o venres 30 de outubro do cantante xamaicano SIZZLA http://boicotesalacapitol.wordpress.com/, por incitar aos asasinatos de odio de gais, lésbicas e transexuais. Unha das suas cancións, denominada ‘Nah Apologize’, é un chamamento directo á comisión de crimes de odio, con frases como ‘mata a un maricón e síntete orgulloso’. O ano pasado, foi-lle denegada a entrada a SIZZLA nos aeroportos de Barcelona e Madrid, a raiz dunha orde ditada en Alemania que lle impedia entrar na Union europea por incitación á homofobia . Xa actuara en Alemania, e o mesmo dia que dou o concerto neste país, pola noite un gai foi assesinado na mesma cidade onde se celebrou o concerto.
Xamaica é un dos países con maior númro porcentual de asasinatos homofóbicos, estando a homosexualidade penada con prisión e traballos forzados. Entendemos que os concertos do cantante SIZZLA consituen un delito de incitación aos crimes de odio. Maribolheras precárias tratará, con todos os meios ao seu alcanzo, incluídas as medidas legais oportunas, de que dito concerto sexa suspendido. A Sala capitol poderia incurrir nun delito de colaboración na incitación aos crimes de odio se este concerto se celebra.
A Sala capitol ten realizado todos estes anos un excelente traballo de dinamización musical na cidade de Compostela e en toda Galiza. Entendemos que o seu proxecto non debería verse empañado nun asunto como este. Solicitamos a imediata cancelación do concerto.
Recolhemos apoios para que nom se celebre este concerto na Galiza em maribolheras@hotmail.com
Obirgadas a Itziar, a Maro, a Laura Bugalho, a Xulia, a Fernanda e a todas as perras inapropiadas que compartimos manada, rabia, euforia e mordiskos feministas.
HOJE A MANADA ESTARÁ EM COMPOS no café bar AS DÚAS e o SÁBADO em FERROL as 12h. no ATENEO
“quando já nom importa ser homem nem mulher, quando esta distinçom converte-se em irrisória, o fluxo do pensamento (…) dinamita qualquer discurso hegemónico e bempensante”
ESTE JOVES NA CORUNHA, NA CASA-MUSEO EMILIA PARDO BAZÁN E O VENRES EM COMPOSTELA NO CAFÉ AS DÚAS
******ÚLTIMA HORA************** EM FERROL TAMEM ESTARÁ IZTIAR, O SÁBADO AS 12:00h.
NO ATENEO FERROLAM
Transgaliza, maribolheras precárias e oquenossaedacona apresentam na Galiza a Iztiar Ziga autora do livro DEVENIR PERRA esta semana, ademais tamém contaremos coa presencia de Maru que falará dos seus devenires queers!!!
Itziar Ziga (ex-dones) medrou num bairro de blocos de Renteria entre nubes tóxicas e descampados verde fluor. Até os seus cinco anos ninguém se decatou de que a futura cadela nom via nem a sua própira sombra, dai quiçás a sua preferência por albiscar entre as tebras. Era umha rapariga freaki que sonhava com ser livre e com estar cachonda. Após licenciar-se em jornalismo e emigrar a Barcelona, transitou polos mais variados trabalhos que o rezém estreado milénio reserva às mulheres pobres e extraviadas. Até o de agora nom logrou dar o salto à prostituiçom (…) O feminismo é a sua religiom, ainda que também nisto saiu hereje (…) Com este livro aguarda deixar de ser camareira…e contagiar-se com outras cadelas de raiva e de êxtasse.
(da capa do livro)
e hoje as 5 da tarde saimos de novo as ruas em contra da lei de extranjeria e polos direitos das pessoas migrantes. Saimos dende a praza das conchinhas, vémonos.
Maribolheras Precárias, ante a anulaçom do juíço polos assasinatos de Júlio e Al-Dani, quer manifestar o seguinte:
1) Celebramos a anulaçom do juíço e da correspondente sentência absolutória do caso. O juíço terá que repetir-se. O Tribunal Superior de Justiça nom poderia ter actuado de outro modo ante um processo tam surrealista como indignante.
2) Lamentamos a falta de miras, a superficialidade e a estupidez de organizaçons como a FELGBT. Antonio Poveda, presidente da mesma, declarava trás esta anulaçom que temos a seguridade de que o sistema funciona e protege a toda a cidadania, também a lésbicas, bisexuais e transexuais.
3) Maribolheras Precárias exige aos tribunais de justiça que se tenham em conta de umha vez por todas as motivaçons racistas, tránsfobas, homófobas ou lesbófobas presentes em determinadas agressons ou assasinatos. A declaraçom de nulidade ditada polo Tribunal Superior de Justiça da Galiza (TSXG), péssie a ser positiva, está baseada unicamente em qüestons técnicas, mas em nengum momento alude, pudendo fazé-lo, às motivaçons homofóbicas e racistas presentes nos assasinatos de Júlio e Al-Dani. Nom é certo que o sistema funcione como di o senhor Poveda. Como mostra ai estám os habituais assasinatos de transexuais que som julgados como assasinatos ordinários. Ocultar as motivaçons discriminatórias e de ódio no julgamento deste tipo de casos é transfobia, é homofobia, é racismo, é lesbofobia.
4) Temos a suspeita de que o caso dos assasinatos de Júlio e Al-Dani volverá ser julgado como uns assasinatos ordinários Como tantos outros casos. Maribolheras Precárias estuda nestes momentos apresentar-se como acusaçom particular no próximo juíço que terá lugar na Audiência de Pontevedra. A justiça deve reconhecer a existência de homofobia e transfobia neste tipo de casos se pretende ter legitimidade.