Arquivo para Abril, 2009

Alarmante aumento da violência homfóbica no Brasil: 190 assasinatos de ódio em 2008

Terça-feira, Abril 28th, 2009

Acava de publicar-se o Informe Anual de Assasinatos de Homossexuais, produzido polo Grupo Gai de Baia (GGB)

Em 2008 forom assasinados no Brasil 190 maricas, trans e bolheras, um cada dous dias. Esta cantidade representa um aumento do 55% a respeito do ano anterior.
O informe sinala que entre as vítimas 64% som gais, 32% som travestis e 4% som lésbicas.
O risco de que umha travesti seja assasinada é 259 vezes maior que a de um gai, (…) e um 13% das vítimas eram menores de 21 anos. Os dados revelam um modus operandi diverso: 60% das trans forom vítimas de armas de fogo, 80% executadas em lugares públicos. O informe do CGB contabiliza um total de 2998 vítimas entre 1980 e 2008; estamos a falar, segundo diversas organizaçons activistas, de um autêntico Homocausto.

Activistas do Grupo Gai de Baia (um dos mais combativos do Brasil) estarám na Corunha este 28 de junho para compartilhar com todas a sua experiência. Estade atentas!

Os Tigres do Monte

Segunda-feira, Abril 27th, 2009
Três anos de viagem e penúrias, encarcerados no Centro de Internamento para Migrantes (CETI) e um ano atrapados nos montes de Ceuta. Atrapados na fronteira…

arquivo audiovisual de Maribolheras Precárias

Domingo, Abril 26th, 2009

Desde as maribolheras iniciamos um querido projecto: a recopilaçom do material audiovisual relacionado co activismo que temos desenvolvido até o presente. Já som várias as entrevistas, programas de televisom, referências nos telejornais, entrevistas em rádios livres, videos activistas, e muito material gravado, disperso e ainda inédito. Nom se trata só de preservar a memória, mas de catalogar, organizar e pór à disposiçom das redes queer um material mui valioso para os activismos presentes e futuros. Seguindo os passos do Lesbian Herstory Archives ou dos Queer Archives da GLBT Historical Society pretendemos, nestes tempos, dotar de potencialidade e socializar esse material. Por isso fazemos um chamamento a todas vós -particulares, amigas, activistas, colectivos, jornalistas, etc.- para que nos facilitedes umha cópia do material que tendes. Todo o material será catalogado coa sua procedência, que deverá constar em qualquer uso ou difussom posterior, sempre baixo a filosofia do copyleft, e com critérios sociais e nom comerciais.

Se tes material ou conheces algumha fonte onde podamos solicitá-lo escreve-nos para:
maribolheras@hotmail.com

Curso video documentário

Quarta-feira, Abril 22nd, 2009
Estes dias as maribolheras estamos a participar intensamente no projecto de umha curta documentária organizada por ACSUR Las Segovias. A nossa curtametragem trata de abordar como as mudanças do espaço urbano e os processos especulativos afectam à vida das mulheres do bairro de Monte Alto, e de como podemos aprender das velhas redes comunitárias tezidas polas mulheres para o momento presente. A curtametragem -junto a outras duas que nestes momentos estám a realizar-se em Guatemala- fará parte do próximo Noticiero Intercultural (NIC) editado por ACSUR, que consistirá num monográfico adicado ao gênero. A experiência é para nós mui boa, tanto polo bom fazer da Raquel e da Marta (as coordenadoras do curso) como polo resto de cómpas que compartilham com nós a ilusom do projecto: os dias que estamos a viver animam a futuros encontros e trabalhos por parte de todas, e animam a ampliar e extender esta experiência a outras pessoas e colectivos. Para nós é umha delícia poder participar deste sentido comunitário do fazer, do pensar, do aprender e criar conjuntamente:
Obrigadas Dolo, estamos encantadas!!!
e obrigadas Irene, Begoña, Tere, Sweena e Viti por compartilhar estes momentos!

Web de ACSUR:  http://www.acsur.org/-ACSUR-Galiza-
Noticiero Intercultural (NIC) http://www.noticierointercultural.org/
web do colectivo Candela (do que fam parte as coordenadoras Raquel e Marta) http://candela.pimienta.org/

Destruir o nosso património, destruir a nossa memória é destruir-nos a nós mesmas

Sexta-feira, Abril 17th, 2009


fotos das maribolheras

mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/mvazquez

http://www.flickr.com/photos/30193703@N07/sets/72157617190763986/

Hai nom muitos anos algumhas de nós jogávamos na zona dos pelámios mentres as nossas nais tomavam o sol. Existia todo um pequeno ecosistema de litoral, paralelo a umha zona de monte asilvestrado com fontes naturais, regatos, aves….a gente colhia mexilhons nas rochas. Alguns vizinhos tinham chalanas de madeira com as que pescavam na ria…era umha zona cheia de natureça e cheia de vida de bairro, comunitária. Mas chegou o “passeio marítimo” com o que se que pretendia “abrir a cidade ao mar”. A vida desapareceu em favor dumha estrada rápida para o tráfico adornada cumhas farolas tam horteras como as mentalidades dos nossos governantes.

O bairro de Atochas-Monte Alto seguiu um processo paralelo. As nossas ruas som cada vez mais obscuras porque forom colonizadas por edifícios altíssimos. Edifícios novos, caríssimos e baleiros, porque nom hai quem poda aceder a essas vivendas. Cada vez hai menos espaços públicos. Agora ameaçam com curtar as ârvores do Campo da Lenha porque dim que estám enfermos. Enfermos estám os responsáveis de parques e jardins destes anos do Concelho da Corunha. Enfermos de ineptitude por nom ter tratado em todos estes anos as plagas. Enfermos todos eles: de pailanismo agudo, de ignorância, de irresponsabilidade urbanística, de comchabeo suspeitososo com construtores e imobiliárias. E agora vam destroçar um dos poucos núcleos tradicionais que quedam do histórico bairro das Atochas:

“As Atochas en perigo de extinción”

Data: domingo 19 de abril
Hora: a partir das 12.00h
Espazo: praza Atocha Alta
Enderezo: rúa Atocha Alta, Montealto

ás 12.00h baile vermú
ás 13.00h monicreques
Ás 13.30h historia
ás 14.00h xantador popular
ás 15.30h repichoca poética
ás 17.00h arte na rúa
ás 19.00h música ao vivo
ás 21.00h proxeccións

Benquerid*s amig*s,

Convidamos-vos a intervir este domingo 19 de abril nunha xornada de homenaxe e reivindicación do barrio das Atochas en Montealto. Está previsto o derrube inminente de nove casas. Estas vivendas forman parte dun asentamento rural de máis de 700 anos de antigüidade (Xosé Lois, “A Coruña. Natureza, historia e forma urbana”, en A Coruña. A cidade na arte, A Coruña, Museo de Belas Artes, 2009). O enclave resulta o único sobrevivente na cidade que conserva en bo estado unha tipoloxía peculiar de edificacións de planta baixa características dos barrios obreiros, nados no abrente da Revolución industrial de finais do século XIX.
A agonía de moitas das zonas históricas, tradicionais e modestas, nas urbes contemporáneas precipita a decadencia e o auténtico exterminio de formas de vida. A apelación constante a unha memoria e a unha sucesión de fragmentos de Historia que conforman o noso imaxinario nos confronta á propia formación da nosa idiosincrasia. Namentres, o desamparo do patrimonio ven invocar a raíz dos conflitos dunha sociedade incapaz de respectar os mesmos fundamentos que se apura a propagar.
No ano 1937 no domicilio de Atocha Alta, 55 (vid. documento adxunto) foron asasinadas nove persoas pertencentes a loita antifascista, agochadas nel a espera de fuxir da represión e da cidade.

O pretexto, unha vez máis, é o saneamento da zona, estratexia política arroupada por proxectos urbanísticos (exs. Rambla del Raval de Barcelona, Barrio de San Francisco de Bilbao, etc.), que disloca á xente humilde, lexítima moradora destes lugares, aos arrabales da cidade e que o convirte nun espazo para a especulación inmobiliaria e as mutacións caprichosas.
Para o conxunto do enclave localizado na rúa da Atocha Alta está prevista a demolición integral de toda ela e a posterior construcción de bloques de vivendas cunha altura de cinco pisos e unha superficie edificable de 2168 metros cuadrados, así como unha praza pública.
Non entendemos o progreso sen o respecto *s cidad*ns, a conservación do patrimonio histórico e os espazos que constrúen a nosa memoria.

Só facendo referencia aos casos recentes, atopamos a destrucción do asilo modernista de Adelaida Muro, as rúas Papagaio e Tabares que conformaban o barrio chino coruñés, e un longo etcétera. Aínda hoxe en zonas con proteccións especiais, como é o caso da Zona vella, vense caer os inmobles como caen as follas en outono, con fruición, ao ritmo dos desaloxos e mortes dos vellos residentes. Por todo isto cremos que xa está ben, non si?

Unha aperta
http://aculturapreokupa.blogaliza.org/

Umha vizinha fala da transformaçom do bairro de Monte Alto:

Em todas partes. Políticas LGBTQ na arte. CGAC. Compostela. Galiza

Terça-feira, Abril 14th, 2009
Comissariado: Juan Vicente Aliaga

LIST OF ARTISTS PARCIPATING: ACT-UP e Gran Fury, Ahlam Shibli, Akram Zaatari , Alexandre Apostol, Andy Warhol , Annette Frick, Annie Sprinkle, Azucena Vieites, Barbara Hammer, Bruce La Bruce, Cabello/Carceller, Carmela García, Catherine Opie, David Hockney, David Wojnarowicz, Del LaGrace Volcano, Derek Jarman, Dias & Riedweg, Donald Moffett, Elisabeth Ohlson, Felix González-Torres, Fierce Pussy, General Idea (A.A. Bronson, Felix Partz, Jorge Zontal), George Dureau, Group Material, Henrik Olesen, Herbert Tobias, Hervé Guibert, Ins A Kromminga, Isaac Julien, Jack Pierson, Jack Smith, Jesús Martínez Oliva, Juan Dávila, Kaucyilka Brooke, Keith Haring, Kutlug Ataman, Leigh Bowery, Leonilsson, Loren Cameron, Luciano Castelli, Lyle Ashton Harris, Marcel Odenbach , Mark Raidere, Michael Elmgreen & Ingar Dragset, Monica Majoli, Monica Treut, Museo Travesti, Nancy Grossman, Nicole Eisenman, Ocaña, Pablo Pérez Minguez, Pepe Espaliú, Pepe Miralles, Pierre & Gilles, Renate Lorenz & Pauline Boudry, Robert Gober, Robert Mapplethorpe, Roberto González Fernández, Ron Athey, Samuel Fosso, Sunil Gupta, Tariq Alvi, Tee Corinne, Tejal Shah, Tom Burr, Tom of Finland, Ulrike Ottinger, Wolfgang Tillman, Xoan Anleo/Uqui Permui,Yegüas de la Apocalipsis e Zoe Leonard

Apartir do ponto onde finalizava A batalha dos gêneros em 2007, a investigaçom sobre práticas de gênero na arte contemporânea de Juan Vicente Aliaga continua referindo-se à história da arte de gênero GLTB –gai, lésbica, transsexual e bissexual- como umha história da arte de gênero mais radical na que se resituam como práticas fundamentais na expanssom do marco artístico. Umha exposiçom ambiciosa e discursiva que ocupará dous andares do centro.
Do 14-15 de maio ao 20 de setembro

Ademais teremos a sorte de escuitar a activistas e artistas nos dias 18, 19 e 20

18 de maio de 2009

17 horas – Conferência Beatriz Preciado
19 horas - Mesa Redonda
Maribolheras Precárias
Gracia Trujillo
Mili Hernández

19 maio 2009
17 horas - Conferência Catherine Lord
19 horas - Mesa redonda
Akram Zaatari
Sunil Gupta
Henrik Olesen

20 maio 2009
17 horas – Conferência Frank Wagner
19 horas Mesa redonda
Ins A Kromminga
Helena Cabello/Ana Carceller
Del LaGrace Volcano

O projecto tem prevista a sua inauguraçom  14 ou  15 de maio de 2009, e está estruturado entorno a diferentes secçons:

1.- Anos 60-70. Paradiso sexual.
2.-Anos 80. Sida, militância.
3.- Anos 90 – S. XXI:
3.1 Transformaçom, perfomatividade…
3.2 Espaço público
3.3 Amizade, parelha
3.4 Desejo e os seus límites
3.5 Cultura de massas…
3.6 História e memória
4.- S. XXI: LGBTQ no mundo global.-A persistência do ódio e outras qüestons morais. As realidades LGBTQ noutras culturas

temos un evento no facebook  sobre este proxecto do CGAC, apóntate ja!
http://www.facebook.com/home.php?ref=home#/event.php?eid=67391131145

Até loguinho, Eve Kosofsky Sedgwick

Terça-feira, Abril 14th, 2009

O 12 de abril morria aos 58 anos Eve Kososfsky, teórica queer e autora -entre outros trabalhos- de Epistemologia do Armário. Um cancro diagnosticado no ano 91 mudou-lhe a vida como a tantas outras, mas nom por isso deixou de desfrutar da vida. Ao contrário, forom 18 anos de vida intensa, de vida radicalmente reformulada. Se hai algo neste mundo que se poda chamar transcendência isso é o seu trabalho. Porque foi capaz de explicitar no discurso experiências de opressom universais que sentimos maricas , trans e bolheras. As relativas ao silêncio, à necessidade de sobrevivência clandestina num regimem de terror articulado pola dicotomia de gênero. Por isso animamos-vos a ler ou re-ler Epistemology of the Closet: as suas reflexons entorno ao regimem do secreto som um referente desde hai tempo na acçom política das Maribolheras Precárias e na de muitas outras subjectividades do dissenso sexual.
http://en.wikipedia.org/wiki/Eve_Kosofsky_Sedgwick
http://www.hartza.com/sedgwick.htm (texto de Eduardo Nabal)

um sonho feito realidade

Domingo, Abril 5th, 2009

Havia muito tempo que as maribolhis queríamos ter com nós à Guerrilla Travolaka. Nom defraudarom! Obrigadas a todas as que figerom possível este dia. Às que participastes no jantar, no videoforum, na palestra. A Anabel e a Steve, polo tremendo curro de cozinha e polas delícias que prepararom. À gente da Casa das Atochas, pola sua hospitalidade. A toda a gente do máster de gênero da Universidade de Vigo (Mar, Mina, Alex…) que desde a manhá estavam na Corunha para participar das actividades; a Sande e a Lucia, a Dolo de ACSUR e a Antón Fdez de Rota pola difussom dos actos. A Moncho pola cobertura gráfica e pola disponibilidade à hora de fregar. A Manu pola tremenda ceia que se currou. A Claudio Pato (Calís) polas suas atençons e por abrir-nos a Galeria Sargadelos. E por suposto a Miki e a Marina por compartilhar com nós toda a potencialidade política e a afirmaçom radical da vida da Guerrilla Travolaka. Obrigadas a todas e a todos.

Animamos-vos a todas e todos a começar o trabalho de redes para unir-nos às mobilizaçons internacionais de outubro pola despsiquiatrizaçom da transsexualidade. Isto é só o começo!