Arquivo para Outubro, 2008

existrans 2008 (Paris)

Segunda-feira, Outubro 27th, 2008
Contra o binarismo, reapropriaçom e autonomia sexual e de gênero:

feminismo queer em vigo

Quinta-feira, Outubro 23rd, 2008

Feminismo QUEER no master de xénero da Universiade de Vigo,  Mª José belbel presenta o seguinte programa:

jueves 20 de noviembre

 4-6   sesión    Conferencia presentación del taller: El feminismo queer en el Estado español: 1975-2008.

 6-6.30 descanso

 6.30-8 sesión    Not for Sale de Laura Cottingham.

 8-9 debate

viernes 21 de noviembre

4-6      La necesidad de la perspectiva feminista queer en los Estudios Culturales.   Presentación del proyecto DIG ME OUT: discursos sobre la música popular el género y la etnicidad.

 6-6.30 descanso

6.30-8 sesión  videos, videoclips, publicaciones…

8-9 debate

sábado 22 de noviembre

 10-12Debate sobre el texto Las Mujeres como Multitud.  Apuntes sobre el feminismo y el trabajo inmaterial, de Angela McRobbie

 12-12.30 descanso

 12.30-13.30 Debate sobre el texto Del anhelo nace la incredulidad de Eve K. Sedgwick

 13.30-14.  Conclusiones. Red de Contactos.

THE YEARNING MAKES THE INCREDULITY. Autora: María José Belbel Bullejos. Texto publicado en Feminismo y Género, exit.book nº 9, verano de 2008 (o artigo completo em espanhol em http://webs.uvigo.es/xenero/profesorado_1.htm

(mirar en textos de apoyo de Mª José Belbel)

Epistemología del Armario, 1990, es la única obra de Eve K. Sedgick traducida al castellano hasta la fecha. El libro, editado por Ediciones de la Tempestad de Barcelona, en 1998, se encuentra agotado. El pensamiento crítico en general, y el activismo feminista y queer en particular, deberíamos plantearnos la necesidad de una política de traducción que permita la lectura de la obra de Sedgwick, una de las personas de cuyo pensamiento menos podemos prescindir.

Eve K. Sedgwick ya había publicado en 1985 Between Men: English Literature and Male Homosocial Desire. En esta breve reseña, voy a detenerme más en esta obra que en Epistemología del Armario, por ser la menos conocida, por la continuidad existente entre ambas, por la contundencia con que se enuncia su carácter feminista y antihomófobo, así como por la urgencia de repensar la relación entre ambas luchas en el contexto histórico posterior a la segunda ola del feminismo de los años sesenta y setenta y de la homofobia generada en los años ochenta por la pandemia del sida.

Uno de los aspectos claves de este texto lo encontramos en el prólogo a su segunda edición, donde Sedgwick resume sus objetivos: “escribí Between Men con la clara intención de contribuir desde una posición no separatista y antihomófoba al movimiento feminista con el que no me resultaba problemático identificarme”. La posición de enunciación de la autora dentro del feminismo resulta fundamental, ya que la transmisión y recepción del pensamiento sin el acceso directo a los textos, facilita la simplificación y tergivesación de los mismos, aspecto que se ha dado con frecuencia, tanto con su obra como con la de Judith Butler.

Así, los detractores del movimiento queer se han pronunciado sobre el carácter no feminista, retórico, desmovilizador y anti-psicoanalítico de dicha teoría. Una vez que tales epítetos se han establecido como la “verdad” sobre la teoría queer, se ha pasado a atacarla con la virulencia que tales posiciones se merecen. Pero algunos de sus valedores, se han servido, por otro lado, de la teoría queer para atacar al feminismo, al psicoanálisis y al marxismo, olvidando que todo trabajo teórico se formula en relación a las teorías que les precedieron y de las que se nutre, que es preciso contextualizar las prácticas discursivas históricamente y que la manera que cada generación no esté inventando siempre la rueda se basa en un ejercicio de traducción transgeneracional.

Este es el punto de partida del trabajo de Eve K. Sedgwick (…)

myspace maribolhero próximamente

Quinta-feira, Outubro 23rd, 2008
um adianto

as LERCHAS contra-atacam !!!

Quarta-feira, Outubro 22nd, 2008
Fotos do acto que celebrarom as LERCHAS o 12 de Outubro, primeiro “dia da raça” e com a “democracia “dia da hispanidade” que se celebra a nível institucional com desfiles militares e misas nos cuarteis…
 acompanharom nesta celebraçom com umha mesa de recrutamento bem especial…

PALESTRA ATENCO

Segunda-feira, Outubro 20th, 2008
PALESTRA: “De Atenco a La Otra e além. México umha história de
resistências”
este joves 23 de outubro as 20:30 no CS ATREU!

Montealto, por Susana Paspallás

Segunda-feira, Outubro 13th, 2008

nem homens nem mulheres: o binarismo pom-nos doentes!

Quinta-feira, Outubro 9th, 2008
11 de outubro: dia de luita transgênero, transsexual e intersexual

Dizendo que nom somos nem homens nem mulheres queremos demonstrar que o binómio homem-mulher e todas as diferenças que se atribuem aos gêneros masculino e feminino som construídas e podem ser qüestionadas. E que quando a medicina e o estado definem-nos como transtornados ponhem em evidência que as nossas identidades, as nossas vidas, transtornam o seu sistema. Por isso dizemos que a enfermidade nom está em nós…está no seu binarismo de gênero!

Este sábado 11 de outubro diversas cidades europeias acolherám manifestaçons pola luita transgênero, transsexual e intersexual. As maribolhis apoiamos este dia de luita global e fazemos um chamamento ao conjunto da sociedade galega para que se some às seguintes demandas. Exigimos:

*Retirada do TIG dos manuais interncionais de diagnóstico

*Retirada da mençom de sexo dos documentos oficiais

*Aboliçom dos tratamentos de normalizaçom binária às pessoas intersex

*Livre aceso aos tratamentos hormonais e às cirugias (sem tutelagem psiquiátrica)

*Prevençom da transfobia: formaçom educativa e inserçom laboral das pessoas trans

*Inclussom no SERGAS dos tratamentos hormonais e cirugias

É precisso denunciar a tremenda violência que sofre o nosso colectivo, a precariedade e vulnerabilidade na que vivemos, mas, o que queremos denunciar sobretodo, é a psiquiatrizaçom das identidades trans e as graves conseqüências do chamado “Transtorno de Identidade de Gênero” (TIG).

Para controlar as identidades de gênero nom-normativas e normalizar estes corpos e comportamentos as instituiçons governamentais disponhem de mecanismos como por exemplo a instiuiçom médico-psiquiátrica. Motivada por interesses estatais, religiosos, económicos e políticos, esta trabalha sobre os corpos das pessoas amparando e reproduzindo o binómio que presipóm um corpo e um comportamento específico segundo se nos catalogue como homens ou como mulheres. Para legitimar o binómio faz falta invisibilizar e patologizar todas as outras opçons que existem. Se invisibilizar supóm intervir a recém-nados intersex (nados com genitais ambígüos funcionais) com violentos tratamentos normalizadores assi se fará, com tal de borrar a possibilidade de estes corpos e vetar a existência das diferenças.

A transsexualidade e a intersexualidade som definitivamente processos de normalizaçom binária. E com a nossa resistência a estes processos resistimos também a sermos transsexuais ou intersexuais, no sentido de que em nengum caso respondem à definiçom psiquiátrica. Nom acatamos nengum tipo de catalogaçom, nem etiqueta, nem definiçom que se nos imponha desde a instiuiçom médica.

Actualmente a transsexualidade considera-se um “transtorno de identidade sexual”, patologia mental classificada no CIE-10 (Classificaçom Internacional de Enfermidades da Organizaçom Mundial da Saúde) e no DSM-IV-R (manual diagnóstico estatístico de enfermidades mentais da Associaçom de Psiquiatria Norteamericana). Estas classificaçons som as que guiam às e aos psiquiatras de todo o mundo à hora da fazer os seus diagnósticos.

Hai dous anos começou a revisom do DSM-IV-R, umha classificaçom que determina a mudança da lista de enfermidades da OMS. Hoje em dia já sabemos os nomes dos psiquiatras que decidirám o futuro do transtorno de indentidade sexual.

Ao frente do grupo de trabalho sobre o TIG encontram-se o Dr. Zucker (Director do grupo de trabalho), o Dr. Blanchard e o Dr. Bailey, entre outros. Estes psiquiatras, que som conhecidos por utilizar terápias reparativas de reconduçom a homossexuais e transsexuais e que estám vinculados a clínicas de crianças intersexuais, proponhem, nom só nom retirar o transtorno senóm ampliar o seu tratamento aos nenos e nenas que apresentem comportamentos de gênero nom-normativas e aplicar-lhes terápias reparativas de adaptaçom ao rol de origem. Neste sentido, o movimento trans norteamericano fai um chamamento para que estes psiquiatras sejam expulsados da revisom do DSM.

A patologizaçom da transsexualidade baixo o “transtorno de identidade de sexual” é um gravíssimo exerciço de controlo e normalizaçom. Esta avaliaçom psiquiátrica obrigatória supóm um controlo semanal da nossa identidade de gênero atravês de terápias de grupo e familiares e todo tipo de processos denigrantes que vulneram os nossos direitos. No Reino de Espanha qualquer pessoa que queira mudar o nome da sua documentaçom ou modificar o seu corpo com hormonas deve passar obrigatoriamente por umha consulta psiquiátrica.

Dirigimo-nos directamente às instituiçons políticas, a nossa demanda é clara:

*Reivindicamos o direito a mudar o nosso nome nos documentos oficiais sem ter que passar por nengumha avaliaçom médica ou psicológica. E exigimos a aboliçom do artigo 54 da Lei de Registo Civil que di que nengum cidadám pode ponher-se um nome que “induça a erro sobre o seu sexo”. Pensamos firmemente que o estado nom deveria ter nengumha competência sobre os nossos nomes, os nossos corpos e as nossas identidades.

*Fazemos nossas as palavras do movimento feminista na luita polo direito ao aborto e o direito ao próprio corpo, reivindicamos o nosso direito a decidir livremente se queremos ou nom modificar os nossos corpos e poder levar adiante a nossa modificaçom sem impedimentos burocráticos, políticos ou económicos. Queremos que o SERGAS asuma todos os tratamentos e que também se posicione frente ao transtorno de identidade sexual. Exigimos também o cesamento das operaçons a recém-nados intersex.

*Denunciamos a extrema vulneralbilidade e as dificuldades de aceso ao mundo laboral das pessoas trans. Exigimos que se garanta o aceso ao mundo laboral e a posta em marcha de políticas específicas para acavar com a marginaçom e a discriminaçom do colectivo trans. Exigimos, ademais, condiçons de saúde e segurança no desenvolvimento do trabalho sexual, o fim das políticas redentoras e moralistas sobre as trabalhadoras sexuais, o fim do asédio policial e o tráfico sexual.

*Esta situaçom de vulnerabilidade agrava-se no caso das pessoas trans-migrantes, que chegam ao nosso país fugindo de situaçons de extrema violência. Exigimos a concessom imediata de asilo político nestes casos, à vez que reivindicamos a plena equiparaçom dos direitos das pessoas migrantes. Queremos denunciar o carácter criminal do regimem de fronteiras e das actuais políticas migratórias.

*Queremos denunciar também a existência de situaçons de extrema vulnerabilidade no interior das prissons, e a situaçom de indefensom e arbitrariedade à que se vem submetidas muitas internas trans por parte dos funcionários de prissons.

Queremos gritar que nom somos vítimas, mas seres activos e decisórios da própria identidade, queremos lembrar também todas agressons, assasinatos e também suicídios das pessoas trans a causa da transfobia. O silêncio é cumpliciadade.