Arquivo para Setembro, 2008

o Tribunal Supremo nega-nos o direito a apostatar

Terça-feira, Setembro 30th, 2008

Se já tinhamos claro que aquilo que nos diziam sobre a separaçom de poderes tinha -na realidade do nosso entorno- mais conto que o de Antoñita la Fantástica (para exemplo a própria existência e dinámica da Audiência Nacional, continuaçom ‘democrática’ do Tribunal de Órden Público franquista) agora atraganta-se-nos a ceia com a decissom do Tribunal Supremo, (onde a socialista de pro Margarita Robles fai a pelota ao beato Carlos Dívar), de eximir à igreja católica de incluir as apostasias no livro de bautismo.
E nos berramos: QUE VOLTEM OS CRUCIFIXOS AOS JULGADOS (ufff, nom, ainda nom os quitarom?¿? http://www.elplural.com/macrovida/detail.php?id=24696

O Alto e Celestial Tribunal dá a razom à igreja, entendendendo também que os livros de bautismo nom tenhem carácter de ficheiros e, polo tanto, nom estariam submetidos à lei de protecçom de dados. Haverá que ver que caminho tomar agora mas, estamos convencidas, a apostasia seguirá adiante, e de forma mais generalizada. Estám-nos a fazer um favor.

…e agora Sarajevo

Sexta-feira, Setembro 26th, 2008

Crónica aparecida hoje em Balkan Descentralized Network:
http://balkans.puscii.nl/?q=content/fascists-attack-queer-festival-sarajevo

Onte começava o I Festival Queer de Sarajevo (Bósnia) com um acto e umha exposiçom sobre vida e cultura queer. O festival e as suas organizadoras já receberam umha furibunda oposiçom desde vários seitores, chegando às ameaças de morte com a publicaçom dos seus nomes e domicílios em foros fascistas anti-queer. Quando o festival abria as suas portas à tardinha ao redor de 50 hooligans já estavam concentrados na outra parte do rio cantando consignas ameaçantes e insultos, mentres perto de 50 integristas religiosos discutiam nas portas do festival com uns 150 assistentes.

As agresson físicas começarom quando a gente abandonava o festival. Umha mulher foi ferida no rosto e outras sete receberom malheiras caminho da suas casas. Quatro delas continuavam ainda no hospital esta manhá. A polícia mostrou pouco interesse em proteger às assostentes do festival. Oito pessoas forom arrestadas.

Esta manhá houvo umha rolda de imprensa. O festival, que se ia desenvolver durante 4 jornadas, suspendeu-se, posto que as organizadoras nom podem garantir a segurança das assistentes (…)

Atacado por fascistas o V Festival Queer de Belgrado

Sábado, Setembro 20th, 2008


Acavamos de receber das compas do Kolectivo Queer de Belgrado esta informaçom do ocorrido onte:

” Nestes momentos estamos a celebrar o V Festival Queer de Belgrado. O tema deste ano é ‘Acçom directa e antifascismo’. A cousa é que onte pola tarde um grupo de 25 pessoas que abandonava o festival virom-se enfrentadas com um ataque fascista organizado. No festival está a participar gente de Macedónia, Rúsia, Holanda, Inglaterra, Itália, Croácia, Grécia e Eslovênia.

A polícia apareceu mui rápido, mas isso nom impediu que vários participantes no festival foram gravemente feridos. Um fascista foi arrestado. O grupo fascista estava composto por membros de Obraz, um grupo fascista clerical que também organizou os ataques ao Pride de 2001.

Esta sábado à tarde hai umha grande assembleia convocada para falar e decidir como respostar a este ataque. Também temos claro que o festival continuará até o último dia (domingo).

Ai vai um video dumha festa na rua de queerbeograd 2005

Queerbeograd and fascist attack

At this very moment we're in the middle of the 5th Queerbeograd festival in Belgrade, Serbia. The theme of the festival this year is 'Direct Action & Antifascism'. The latter appeared again important when a group of 25 people leaving the festival yesterday evening we're confronted with an organized attack by fascists. The festival has participants from Macedonia, Russia, Netherlands, Germany, UK, Italy, Croatia, Greece and Slovenia.

Police that we're patrolling in a side street we're quickly there but it didn't prevent some of the QB participants getting seriously hurt. One fascist got arrested. The fascist group consisted of members of Obraz, a clerical fascist group that also organized the attack on the pride in 2001.

This afternoon there is a meeting to discuss how to respond to this attack. The festival will definitely continue and last until Sunday. Besides film screenings, performances and bands also two panels this weekend on direct action and antifascism.

Queerbeograd is supported by a number of autonomous groups making fund raising.

http://www.queerbeograd.org

comida, nom bombas

Quarta-feira, Setembro 17th, 2008

Trás o êxito da primeira acçom do passado mês de agosto, o grupo da Corunha de Food no Bombs planteja outra acçom para o próximo 27 de setembro. A iniciativa surge de divers@s activistas da Casa das Atochas. Toda a gente interessada em participar nos preparativos (cartelaria, reparto de tarefas, reciclagem…) temos umha cita este joves 18 às 18′30h na casa (Atocha Alta 14)
http://comidanombombas.blogaliza.org/

ENTRE A GO-GÓ E A TRAVESTI

Sexta-feira, Setembro 12th, 2008

Às vezes a vida deleita-nos com representantes políticos que superam a sua própria caricatura. Algo assim ocorreu na Corunha este 28 de junho. Quiçá movidos pola má consciência de 20 anos de vasquismo homófobo, quiçá enfadados com um movimento gai que nom dança ao som que eles tocam, a concelheira Silvia Longueira, e o concelheiro González Garcés, celebrarom pola sua conta, de costas ao seu sócio de governo e do movimento gai da cidade, o seu próprio dia do Orgulho Gai.

Para isso botarom mao do orçamento público, da associaçom de empressários da cidade velha e de um grupo de militantes do PSOE local denominado “7 Colores”. Assim aparecerom en rolda de imprensa, anunciando a ‘bombo y platillo’ que A Corunha celebraba oficialmente, por primeira vez, o dia do Orgulho Gai. E nós dizemos, quem decide o que é oficial ou nom? As instituiçons? Um partido político?

O certo é que a cidadania da Corunha leva já três anos celebrando oficialmente na cidade o 28 de junho cumha manifestaçom e com multidom de actos. O movimento corunhês de gais , lésbicas e transsexuais curtiu-se nos duros anos da etapa vazquista, e passa hoje por ser um dos mais dinámicos e com maior trabalho de redes em todo o país.

Mas essa realidade nom parecia existir para o senhor Garcés e a senhora Longueira. Ou mais bem, nom se queria ver. Tratava-se de montar a golpe de talonário um macro-evento e, de passo, silenciar e neutralizar as expressons dum movimento incómodo para o vasquismo, que aparecerá uns anos atrás fazendo ondear umha imensa bandeira gai no macro-mástil das Forças Armadas, reservado daquela à bandeira espanhola.

Desta maneira soubemos que González Gárces …ia ler este ano o “pregón” do Orgulho. “lo haré con toda naturalidad, entre la go-gó y la travesti”, declarou a um jornal local. E leu-no. Cumha hora de retrasso, isso sim, devido à falha de público. Entre as perlas do pregóm cabe destacar a declaraçom de que “a sociedade vai moi por detrás das leis”…, pobres cidadans (!), e de que el é partidário de mudar a nomenclatura: nada de Dia do Orgulho ou Dia da Libertaçom, mas “Dia da Dignidade”. Toda umha autoridade na matéria el, que nom distingue umha drag queen dum travesti ou dum transsexual. O senhor concelheiro finalizou o pregóm regalando bilhetes de autocarro para acudir ao desfile madrilenho. Isso sim, nem umha palavra das manifestaçons que iam ter lugar ao dia seguinte na Corunha e Compostela.

Tamém houvo nesta festa outra actuaçom estelar: a de Silvia Longueira, concelheira de Serviços Sociais . a concelheira prometeu um “educador” que vai estar presente nos Centros Cívicos, para aqueles moços que podam ter problemas e que tenham unha orientaçom sexual distinta da heterossexual. Muito di isto da conceiçom asistencial que tem o PSOE corunhês deste tipo de qüestons.

Haverá que dize-lhe à concelheira que a quem hai que educar é a aquelas pessoas com condutas homófobas. É especialmente urgente actuar sobre os adolescentes (o bulling homofóbico faz parte da vida diária dos institutos da cidade). E, desde logo, nom vai chegar cum educador. Silvia Longueira animou a asistir o sábado 28 ao despregue dumha enorme bandeira gai aos pés da Torre de Hércules, um acto que tivo pouco eco e menos asistência – ainda se cabe- que a leitura do pregóm do seu colega.

Todo isto é um triste (ou um divertido segundo se mire) exemplo do que um representante político nom deve fazer. Um político inteligente e honesto é aquel que sabe reconhecer o labor dos movimentos sociais e que nom tenta suplantá-los ou apropriar-se deles. O PSOE corunhês deveria ter um pouquinho de decoro. Nom queda nada bem o facto de que durante o reinado de Pacochet ninguém abrira a boca e agora, graças aos ventos de Zapatero, todo o mundo se arrime ao carrinho do voto rosa.

Na tarde do sábado 28 de junho as ruas compostelás acolhiam a popular manifestaçom de Aturuxo e as corunhesas a tradicional convocatória de Maribolheras Precárias, apoiada por perto de 30 colectivos de toda Galiza. A cidadania deu as costas aos actos dos senhores Garcés e Longueira para participar massivamente nos convocados polo próprio movimento. Porque os movimentos nom som flor dum dia, nem dumha rolda de imprensa, mas de todo um labor cotiám em rede. Umha das consignas mais coreadas polos centos de pessoas que percorrerom em manifestaçom as ruas da cidade herculina foi “passamos de Garcés, preferimos o francês”.

Pablo Andrade e Rubem Paradela, activistas queers. Revista TEMPOS NOVOS. Agosto 08.

os preparativos da festa do bairro no campo de marte

Domingo, Setembro 7th, 2008

Panteras!!!! Queremos-vos!!!!!

Domingo, Setembro 7th, 2008
Recuperamos este spot anunciando as marchas LGBT 08 de Lisboa e Porto. Aparecem algumhas amigas de Panteras Rosa Portugal, sem dúvida, um dos grupos de referência que as maribolhis levamos na cabeça e no coraçom:

Este sábado, as festas do nosso bairro….

Terça-feira, Setembro 2nd, 2008

reconquista de Toralla 08

Segunda-feira, Setembro 1st, 2008
Colectivo Xogo Descuberto , 31.08.2008

Piratas! Este ano volvemos á carga. O sábado 13 de setembro ás 18:00 horas precisamos unir forzas de novo para reivindicar unha Illa de Toralla aberta para todas e todos, e na que cesen por fin as aberracións arquitectónicas que destrúen por completo o seu patrimonio tanto natural coma cultural. De novo, a nosa protesta consistirá nunha marcha pirata a través da ponte e máis da auga (traede a vosa embarcación!), que rematará nunha concentración pacífica diante da barreira. A abordaxe comeza de novo.

Deixamos un video da abordaxe do pasado ano