Arquivo para Agosto, 2008

O arzebispo de Compostela está preocupado

Sábado, Agosto 30th, 2008

Começa a sentir-se de forma notável em toda Galiza a campanha de apostasia lançada em primavera por Maribolheras Precárias. Dam fe, nunca melhor dito, as perto de 9.000 descargas, até o momento, do video a igreja mata: apostata. E também, o crecimento exponencial das solicitudes de apostasia no que vai de ano. O arzebispo de Compostela, Eliseo Temperán, mostra-se preocupado:
http://www.lavozdegalicia.es/pontevedra/2008/08/30/0003_7098822.htm

Atençom porque, a primeiros de outubro, Maribolheras abrirá a Oficina de Apostasia, onde se tramitarám conjuntamente todas as solicitudes da gente que ainda nom apostatou e queira fazé-lo. A campanha culminará dentro dum ano, cumha apresentaçom pública e colectiva de todas as solicitudes.

Sairmos do armário é encontrarmo-nos com um mundo cheio de maravilhas

Quarta-feira, Agosto 27th, 2008
“o teu medo é a sua força”: esta foi umha popular consigna nos inícios dos movimentos de libertaçom sexual dos 70. Tratava-se de levar adiante de forma massiva o “comming out”: sairmos do armário.

No leste de Europa é um opçom de alto risco acodir a umha manifestaçom maribolhera. As que nom som proibidas e reprimidas polo governo e a polícia (Rússia) som atacadas sistematicamente por homófobos e neofascistas (Sérbia, Croácia, Rumania, Lituánia…)

Assi anunciavam as nossas irmás de Zagreb (Croácia) a manifestaçom deste ano:

Nasce Proxecto Zero

Quinta-feira, Agosto 21st, 2008


Proxecto Zero é unha proposta de asociacionismo, iniciada polas persoas máis xovens da comunidade Atochas-Atreu coa que pretendemos aportar ao movimento un impulso de vitalidade, recuperando a rua como espazo de acción política e sempre desde unha perspectiva horizontal, aberta e asemblearia. Coidamos que faltan activistas novas na comunidade na que convivimos. 

A necesidade de aprendermos por nós mesmas a crear dinámicas de movimento é outro dos intereses do colectivo de persoas que formamos Proxecto Zero, así como é tamén unha invitación a “independizarmonos” a xente que temos menos experiencia na creación de contra-poder, a errar como xeito de aprender, a ser as nosas propias mestras, a interrelacionarnos nun espazo político onde todas nos sintamos cómodas. Pensamos que este é o xeito de facer das nosas vidas unha experiencia máis agradábel que a que o sistema capitalista nos ofrece. 

Neste proceso nada é estático nin inmutábel, seremos nós mesmas as que decidamos o qué facer en cada momento, o cómo, o cando e o por qué, tendo sempre en conta as diferenzas presentes entre nós e procurando o maior grao de satisfacción para o todas.

A vindoura asemblea de Proxecto Zero terá lugar o martes próximo no C.S. Atreu!  Estades convidadas a participar!!!!!

o amor é heterossexual

Terça-feira, Agosto 19th, 2008

Javier Sáez *

All you queer is love (Sejo Carrascosa)
 

Hai pouco participei num encontro feminista porno punk em Donosti, organizado por Beatriz Preciado. Muitas conferências, performances, videos, fotos, amizades, festas….Quiça o mais interessante do encontro forom as coaliçons, redes e amizades que se foram tezendo esses dias, entre umha moreia de bolhos, maricas e trans que dispunhamos dum espaço de encontro e festa. Creio que a aportaçom política mais importante que está a fazer Beatriz nestes anos nom está nos seus estupendos livros (recomendo Testo Yonqui a todo o mundo), mas em ter criado dispositivos de encontro e criaçom que dam poder e criam alianças entre pessoas que vivem nas margens do regime heterossexual.

Mas houvo umha constante ao longo do festival que me inquedou e chamou-me a atençom. A exaltaçom da parelha e do amor. Elizabeth Stephens e Annie Sprinkle começarom contando-nos os seus estupendos trabalhos no terreio do pós-porno, mais a intervençom foi derivando face umha narrativa ao redor do seu namoramento e as suas diversas vodas em diferentes cores “celebrando o amor”; a parelha gai Massimo e Pierce, Black Sun Productions, contarom-nos como se “namorarom” rodando o seu primeiro porno. Maria Llopis contou-nos que “agora tem moço e quiçá case e tenha um filho”. Anie Sprinkle adicou a sua intervençom a “esa parelha maravilhosa: Beatriz e Virgine”. Parte do público desfazia-se ante tanto romanticismo, ternura, felicidade e Love Power. Outra parte do público perguntava-se que fazíamos exaltando a parelha e o matrimónio num encontro presuntamente feminista, punk e queer.

Todo isto deu-me que pensar. Pergunto-me se a retórica do amor nom é senom outro  discurso e outra prática mais que adoptamos desde o regime heterossexual. Em todo caso, é um discurso totalmente inofenssivo e domesticado, algo que nom molesta em absoluto ao sistema patriarcal e homófobo. Pola contra, os bolhos, as maricas e memso os trans som muito melhor digeridos e aceitados quando tenhem parelha (“que moços mais sans, já nom som promíscuos”) e sobretodo quando proclamam o “seu amor” (“mira que rulinhos, querem-se; som como nós”). Como dizia Foucault, o que molesta ao poder nom som as relaçons homossexuais, mas a amizade (http://www.hartza.com/fuckault.htm ). Quer dizer, a posibilidade de criar redes de amigos, apoios, afectos e solidariedades, difíceis de localizar, que escapam ao controlo social e que vam além do modelo binário individualista ou liberal: “parelha-amor-matrimónio”.

A minha impressom é que o amor segue a ser o último bastiom que ninguém se atreve a franquear, a qüestionar. Planteja-se como algo universal, ahistórico, intrinsecamente bom, humano, positivo. Mas quiça nom hai um amor em singular, nom hai um amor sem história, nom hai um amor sem relaçons de poder, de classe e de raça, quiçá pode-se viver sem amor. Quiça “o amor” é mais complexo do que supomos.

Para mim o amor basea-se na insolidariedade. Vinculo-me a umha pessoa, de forma individual, e abando-o ao resto. A parelha. Dous indivíduos. Fim do vínculo social. A loucura temporal que supom o sentimento amoroso ilha-nos do resto, ou em todo caso converte à parelha na prioridade: primeiro salvo ao meu homem, logo já veremos. Tampouco se recorda o perto que está o amor do ódio: cada semana morre no Estado espanhol umha mulher a maos do seu homem: “matei-na porque a amava”. A própria Elizabeth Stephens mostrava-nos no festival umha foto dumha mamela sujeitada por umha chave inglesa, e comentava: “é umha foto da mamela da minha ex. Agora penso que deveria ter apretado mais forte”. Parece que a cousa acavou mal entre elas.

O amor nom tem um original, nem é universal, é mais, a mim parece-me que é umha noçom absolutamente heterossexual, e quiçá vazia. É um código que repetimos e asumimos inconscientemente porque é o que recebemos desde as  instituiçons, no cinema, a televissom, a literatura, o discurso familiar, a escola, a religiom. Nada escapa ao amor como valor universal. Fai o amor, nom a guerra. Viva o amor. Amo-te. All you need is love. Todo o que precissa o poder para te calar a boca é o amor. Que lindo é o amor. Milhons de cançons repetem a palavra amor. Milhares de filmes (heteros ou gais, dá igual) ao redor do amor. Milhares de parelhas casam cada dia “por amor”. Deus é amor. Psicólogos, pedagogas, historiadores, sociólogas, professoras, militantes, políticos, curas, sexólogas, jornalistas, cineastas, escritoras, antropólogas, psicoanalistas, humanistas, parados, comunistas, fascistas: todos adoram o amor.

Da mesma maneira que a identidade masculina ou feminina adquere-se por um processo performativo de repetiçons de códigos que nos precedem e determinam (Butler), aprendemos a sentir e a desnvolver afectos baixo o referente do “amor”. Como se foram as únicas lentes das que dispomos para vermos o mundo, para sentirmos, para estabelecermos vínculos, para vivermos em sociedade. Todos monolíngües, falando a linguagem universal do amor. Mas hai mais línguas, a política escreve-se no intraduzível, desde  o incomunicável, desde códigos secretos que temos de inventar-nos. Babel contra o amor. O amor volve-nos codificáveis, comprensíveis, integráveis, normais. A subversom passa por outro sítio: que nom saibam que idioma falamos.

Se queremos desafiar e subverter a ordem social e sexual na que vivemos, hai que acavar co amor. Desprender-se dessa costra babosa, almibarada e nhonha onde perecemos como moscas no mel.

Como dizia Audre Lorde: “Nom podemos destruir a morada do amo coas ferramentas do amo”.

O amor é a ferramenta do amo. Estava escrito, mas nom o víamos: AMOr.

                                                                                                                                              Javier Sáez
                                                                                                                                        * www.hartza.com
                                                                                                                        (traduçom de Maribolheras Precárias)

as imagens do antroido maribolhero em apoio ao C.S. ATREU!

Terça-feira, Agosto 12th, 2008

poder choqueiro!

Segunda-feira, Agosto 11th, 2008

O entroido do bairro de Montealto é um dos poucos e o mais antigo entroido popular urbano da Galiza.

As suas senhas de identidade som o desnfreio, a paródia, a retranca e a provocaçom.

A política, as instiuiçons, a ordem sexual ou os gêneros som qüestionados. A ‘choqueira’ é a figura emblemática e popular deste entroido: qualquer cousa vale para disfarzar-se. Trata-se de colher quatro farrapos velhos que tes por casa…e para a rua!

Mentres se potenciavam as festas católicas e familiares do natal, o franquismo proibu o entroido de Montealto, como outros tantos de raiz pagá. Sem embargo, a gente desobedeceu a proibiçom sempre que pudo. Nos anos 40, depois da Guerra Civil, os choqueiros baixabam pola Rua da Torre, mentres os grisses aguardavam no Campo da Lenha para dispersá-los…

E para dar umha reviravolta, hoje temos o “1º entroido de verám” de Montealto, recuperando o velho espírito dos choqueiros, reinventando a tradiçom, a vida e a alegria.

Contra a tristeça!
em apoio ao CS Atreu!

todas as choqueiras estades invitadas ao festom que vai haver na Casa das Atochas, hoje luns, apartir das 21′00…
vá-lo perder?

Hoje luns, 11 de agosto apresentamos duas opçons para a tua agenda,


Ou vas ao casposso XXIV Encuentro de Habaneras: Coral Mulleres de Vilaboa, Pensionistas Casa do Mar, Saraiba e San Martín de Meirás no Auditório do Parque de Sta Margarida organizado polo Concelho…


Ou ves coas tuas 80 melhores amigas ao entroido do verám das maribolhis, para aopiar ao C.S. ATREU!, com umha moreia de surpressas e ledícias…..

ti decides, nós apoiamos ao Atreu!

parabens à brújula queer

Segunda-feira, Agosto 4th, 2008

http://labrujulaqueer.com/

1998-LA BRUJULA QUEER-2008
39 ejemplares de La Brújula,

de la Brújula Actitud Queer,
de La Brújula actitud Queer
Edición Rioplatense.
6 números de La Queer o La Rara

10 años de La Brújula, hoy ,La Brújula Queer es, 10 años de transitar a partir de una travesura sin par, en este Uruguay. Una idea que se hizo papel y tinta y, a la vez, carne, en cuerpos afianzados desde la lucha.
Cuerpos en tránsito, con opciones sexuales: identidades de género, sexualidad, div. sexual como DD.HH.; pero más que nada, cuerpos desde el sentir.

10 años de La Brújula, son 10 años de construir las formas de no renunciar a nuestros sueños. Caminar e ir probando: lo hicimos y lo hacemos, no sin esfuerzo; con muchos aciertos, no sin errores. Somos cuerpos humanos, personas, jamás ‘diosas’ o ‘dioses’, simplemente gente que arde en emociones cuando nos hemos dado el sí desde el erotismo, tomando la iniciativa y dando la pelea, por las cosas en las que creemos.

Cuerpos como caminos, desde donde plantear políticamente la importancia de EL SER, el Derecho a la Diferencia, a la autodeterminación; para ser libres no sólo hay que desearlo, también hay que decidirlo.

10 años de la Brújula es en sí, una forma de medir; tal vez, el modo de hacer un stop cada 18 de junio y RENOVAR UN COMPROMISO. La Brújula nació desde la demostración de que el amor entre la gente existe y va en correspondencia: a 10 años de la muerte de Gabriel Asunción, son 10 años de La Brújula y él vivo, en nuestros corazones.

1,2,3,5,9,10 años de un grupo humano que respondió y responde ideológica y afectivamente a la vez, a una vida con otros conceptos.
Cuerpos que resisten el claro embate del sistema que exige estigmas y etiquetas. Nos borramos el ’semáforo’ de nuestras frentes, mostramos la barbarie, con el No. de concentración grabado en nuestros brazos desnudos; somos de todas las razas, porque somos iguales. Las diversas formas de sentir es, lo que nos torna, singulares y tantas veces, raras y raros.

10 años que son hoy,también,amigas y amigos que alguna vez, miraron y sintieron el mundo con otros ojos: Gabriel Asunción, Juan josé Quintans, Michella Vanuzzi, Blanca Bravo y Flavio Miller…la realidad, muestra nuestras manos unidas, yendo hacia esos sueños irrenunciables que relacionan la Dignidad y la Etica.

‘Luchamos en contra de las discriminaciones porque rechazamos la tortura en todas sus formas’…

El 28/6 estaremos en Plaza Libertad, en Chueca y en Splash, festejando con Uds. este cumple No. 10.¡¡¡Arriba el Orgullo!!!¡¡¡Feliz Dia internacional de la Diversidad Sexual!!!¡¡¡Vamos todavía!!!

La Brújula Queer