Segunda-feira, Maio 28, 2007

outra leitura dos resultados eleitorais municipais na galiza

EStes som os outros datos , nom os atoparás em titulares nos meios já que para eles tanto o voto nulo como o voto em branco nom tenhem relevancia, e a abstençom é algo circuntancial que depende do tempo e outros factores que nom acertam a dizer, pero encontramo-nos que cerca dum millom (977.322) de abstencions querem dizer algo mais, de feito a abstençom e a ganhadora destas eleiçoms por riba de qualquer partido político em qualquera das provincias galegas.

Merecem especial atençom os datos de Redondela onde o voto nulo sacou um 10% do total de votos, parabens à candidatura de vizinhos de Redondela polo voto nulo! Na cidade da Corunha sacaronse 755 votos nulos no 2007, alguns deles maribolheros, fronte aos case 900 votos nulos no 2003, tendo en conta que no 2003 o tema do prestige e a guerra ajudaron ao voto nulo, nom estam mal. A diferença das maquinárias dos partidos políticos, nom nos interessa o quantitativo, o número de votos. Nós somos umha maquinária generadora de desejos.

O resenhável, o qualitativo é que parte desse voto nulo é um voto anómalo, queer; constituido como singular expressom dum pequeno espaço antagonista, mestiço, rebelde, novidoso e de múltiplas caras na cidade corunhesa. Um espaço social de fronteiras difusas e de múltiplas realidades, vibrante, que nos últimos anos tem ensaiado desde a diversidade diferentes experiências de projectos colectivos.

Um espaço social heterogêneo (em ritmos, identidades e activismos) que pratica a democracia directa atravês das redes, projectos sociais e culturais -autogestiondados- construidos na nossa visda cotiá. Um espaço social constituido por gentes e afectos que, frente à representatividade, frente às políticas tradicionais e os velhos sistemas de partidos, trata de inventar novas formas de intervençom política, nova formas de relaçons sociais.

 

obrigadas as que participarom com nos de umha forma festiva e activa coa nossa proposta do voto nulo!

 

 

 

Nº votos por provincia

 

 

 

 

nulos

 

em branco

 

abstençons

 

pp

 

psoe

 

bng

 

corunha

 

5.070

 

12.678

 

417.527

 

222.933

 

190.786

 

124.604

 

lugo

 

1.752

 

2.778

 

108.281

 

99.807

 

83.160

 

39.152

 

ourense

 

1.754

 

2.440

 

131.438

 

105.105

 

61.479

 

42.012

 

ponte-vedra

 

6.248

 

8.853

 

320.076

 

228.350

 

142.940

 

109.681

 

total

 

14.824

 

26.749

 

977.322

 

656.195

 

478.365

 

315.449

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por maribolheras em 19:01:16 | Link permanente | Comments (2) |

Sábado, Maio 26, 2007

Voto nulo! pilha a papeleta mais abaixo, copia e pega e imprime e a votarr


Escrito por maribolheras em 16:20:26 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Maio 25, 2007

AS LERCHAS TAMBEM TENHEM A SUA PRÓPRIA CAMPANHA ELEITORAL

COMUNICADO DE LERCHAS:

A passada quarta feira as Lerchas organizamos o acto central da campanha VOTA MACHOS, com um rueiro pola cidade de Ourense apresentando a candidatura menos paritária de todas: a dos candidatos a alcaldia da cidade.
Com temas musicais circenses, o "vamos a contar mentiras" e, como nom, o tema central da campanha "Machos", passeamos a candidatura dos alcaldáveis até a porta do Concelho, onde tiramos a foto de turno e onde nos apareceu de imprevisto algumha televissom.
As consignas de campanha, além das chorradas inventadas polos políticos oficiais (Confiança e futuro, governamos para ti, faremos mais,...), estavam cheias de conteudo: "As mulheres a fregar, os homes a mandar", "Os machos mexam de pé", "A política nom é para as mulheres",...

Nom  perdas o seu vídeo eleitoral e o seu blogue!

http://lerchas.blogspot.com/

http://www.youtube.com/watch?v=AGn2EjIN5A4

Escrito por maribolheras em 18:46:21 | Link permanente | Comments (0) |

Este sábado, saca a bíci....e a roupa

Escrito por maribolheras em 00:15:13 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, Maio 23, 2007

HETERONORMATIVIDADE ESPECULADORA

A FAMILIA NUCLEAR É RADIACTIVA, PROTÉXETE!!!

 

Lémbrate de colher a tua papeleta de voto nulo! faltan tres dias...

http://www.quediario.com/pdfs/coruna/240507cor.pdf

E as invisibeis estam a estrear o último video feito por olholivre DO SEGUNDO RETOIRO EN CONTRA DA ESPECULAÇOM

application/x-shockwave-flash|
Escrito por maribolheras em 15:00:18 | Link permanente | Comments (4) |

Segunda-feira, Maio 21, 2007

maygay

NOM, NOm, nOM imos a madrid

Adjuntamos polo seu interesse este artigo publicado no portal galizalivre.org no que se parte da próxima data do 28 de junho para fazer algumhas reflexons ao redor do movimento lésbi-gai e de qüestons comuns a este e ao movimento feminista, como a prostituiçom e a pornografia:

http://www.galizalivre.org/

Reproduzimos artigo de opiniom sobre o movimento feminista que nos envia a militante Josefa Doval, com o intuito de favorecer o debate por volta de questons polémicas que se estám a pôr de relevo, sobretodo em datas próximas ao 28 de junho.

'Escolher este termo nom é umha casualidade. Há um par de anos um grupo e activistas milanesas escolheu a palavra 'mayday' para reinventar o 1º de Maio, umha data que para elas estava totalmente desvirtuada e perdida entre pragmatismos partidários e sindicais. Escolho este termo de cara a analisar se também faz falta um "maygay", polo mais que visível deterioramento do que realmente significa o 28 de Junho'.

O 28 de Junho, se surge como resposta à homofobia e outros tipos de exclussom social a este colectivo, passa a ser agora a resposta ao pequeno "poder gai" e ao acomodamento que os movimentos homossexuais tomárom. No caso do Estado Espanhol esta data está moi clara, movimentos que incluiam no seu discurso referências à destruiçom das estruturas patriarcais parecem contentar-se hoje com o 'matrimónio' que ZP e o grande ícone gai espanhol Pedro Zerolo lhe ofertárom. Pode ser que no ámbito estatal haja umha radicalizaçom do movimento gai, mas a crítica à estrutura matrimonial nom é todo...

 

Evidentemente, que a quase totalidade dos colectivos gais renegárom disto como vitória ainda que nom podemos afirmar que a radicalizaçom antes mencionada se materializasse. Por carecer de interesse, prefiro analisar que acontece e qual é o estado deste tema no ámbito galego. O passado 28 de Junho, vírom-se claras as posturas, tivem a oportunidade de acudir a dúas manifestaçons, umha na Corunha organizada polo colectivo Marbolheras Precárias e outra por distintas associaçons políticas o próprio dia 28 em Compostela.

 

A 1º defendia os postulados das "teorias queer" dos 90 e a de Compostela aparecia m ergulhadanum tremendo barulho de discursos. As primeiras defendiam, sem dúvida, um discurso mais acorde co que esse dia queria significar. A total eliminaçom dos normativismos sexuais e de género, umha subjectividade marcada polo desejo e que fuge de heteronormativismos e prejuizos alheios dirigentes da sexualidade própria. Na de Compostela nom vimos mais alá de panfletos e berros que de jeito repetitivo bombardeabam palavras como 'respeito', 'liberdade', 'orgulho' ...

 

A priori podiamos pensar que num dia do orgulho gai cabe este discurso, mas o ponto de choque vem a travês de palavras, que a primeira tem como base. O fím dos géneros e a concepçom do sexo como construçom.

 

Sem dúvida isto vemo-lo quase como impossível dentro do movimento associativo nacionalista, já que nele seguem-se a defender postulados que poderiamos denominar 'arcaicos'. O sexo nom é simplesmente um acto composto por atracçom, prazer e orgasmos, o sexo é desejo, é fantasia, em definitiva, producto da subjectividade. Desde estes colectivos e organismos que antes risquei de arcaicos vem-se estas posturas como algo alienante, ou mais bem alienado, produto do capitalismo, do mercantilismo, da frivolidade, quando, evidentemente nom é assim. Pode-se quase afirmar umha negaçom do sexo por parte destes movimentos. Dentro do sexo e dessas fantasias das que se falou entram cousas como prostituiçom e pornografia das que se renega constantemente sem parar-se nem um segundo a fazer umha crítica bem artelhada e que tem umhas conseqüências bastante graves, como havemos comprovar.

 

Estes dous aspeitos som considerados como parte dum imaginário pos-moderno e pregonizador do 'libertinagem' sexual quando a conceiçom que se tem desde os movimentos de libertaçom sexual destes temas é moi diferente.

 

Umhas vem a pornografia como a continuaçom do consumismo audiovisual com conteúdo sexual e claramente machista; da óptica antes mencionada vê-se isto como algo que tem como única funçom a desvirtuaçom do sexo e a conversom em mero espectáculo, daí que se proponha e se pratique um novo jeito de porno, um porno alternativo quiçá, o que se deu em chamar pos-porno . Um porno que rompe totalmente que até o de agora vinha carregado e homes e mulheres esperpênticas com uns movimentos mais que ensaiados e nos que se manifestava a superioridade masculina dentro incluso das relaçons sexuais, é por isso que jurde este novo tipo audiovisual, o referente claro dentro do estado é o colectivo catalá "Girls who like porno" que artelha as suas produçons mediante performances protagonizas por dragqueens e demais subjectividades estereotipadas, evidentemente nom se cingue só a isto, a introducçom de novas categorias como modo de romper estereótipos e de dar cabimento a umha interpretaçom do que é o sexo real em lugar dum mais fictício, artificial e patriarcal.

O tema da prostituiçom si que é mais complicado, nom se pode negar que a óptica dos movimentos de libertaçom sexual é claramente antagónica ao que postulam outros de carácter abolicionista. Certo é que ambos coincidem em várias cousas: na oposiçom ao tráfico de pessoas, às economias mergulhadas e demais produtos do actual sistema socioeconómico mas sem dúvida, por parte dos segundo há umha obcecaçom que tem, como dizia graves conseqüências, e essa é a negaçom de voz a este colectivo. Isto é um dadoimportante de cara ao debate, já que os primeiros fam referência ao direito que estas mulheres, e homes, se lhes nega, que nom é outro que o direito a decidir. Nom há oportunidades de associar-se de reivindicar os seus dereitos laborais, de nada, já que mesmo os colectivos mais afins às luitas laborais lhe negam a voz. E só através dessa liberdade de associaçom poderia-se acadar um verdadeiro estátus de trabalhadora para estas pessoas, porque há que recordar que o problema verdadeiro nom é a prostituiçom, senom todo o que está por trás. Só numha sociedade livre o sexo como muitos aspectos no nosso devir vital seriam inmercantilizáveis, é por isso que precissamos dar voz a esta gente de cara a eliminar o sistema mafiosos que se agocha trás dela. Todas estas reflexons podem soar espúrias mas som temas que se devem pôr sobre a mesa de cara ao artelhamento dum descurso para organizar um verdadeiro dia da LIBERTAÇOM SEXUAL.

 

Escrito por maribolheras em 01:40:38 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Maio 18, 2007

tatatacham começa a carreira eleitoral voto nulo! fotos da festa

Maribolheras Precárias começa a sua campaña eleitoral repartindo papeletas propias nas que solicita o voto nulo, onde denunciamos problemáticas como a especulación, a homofobia, a precariedade na vivenda ou a escasez de servizos sociais e culturais. A campaña de voto nulo pretende articular-se como denuncia da "política oficial" e como chamamento à cidadania para que participe noutras formas alternativas de intervención política, desde os movimentos sociais.

obrigadas a todas por acudir a festa, e os rapeiros e irmans de NIGGA PLEASE umha passada, quedamos eternamente agradecidas, esperamos poder contar com vos em outra ocasiom. mil bicos.

lembra, colhe a papeleta maribolhera e, por esta vez... ide votar...votade nulo!

 

 

Escrito por maribolheras em 06:10:41 | Link permanente | Comments (1) |

Sábado, Maio 05, 2007

17 maio festa maribolheras apresentaçom campanha municipais 2007 voto nulo!

A Junta da Galiza (BNG-PSOE) converte em espec(tac)ulaçom a Cidade da Cultura: as grandes empressas gestionarám os diversos edifícios e programas culturais.
Carlos Marcos (partido Galeguista) propóm viagens em avioneta para ver lo-bonita-que-es-la-curuña-desde-el-cielu-oiga.
Javierinho Losada monta-nos o seu novo joguetinho: a arielita!!
Nem Portaventura, nem Marina D'Or:
Pacoland, parque de atracçons!!!
ACUDE A FESTA DO 17 DE MAIO NO PATACHIM, NENA VEM PERRALHEIRA QUE TEMOS APRESENTAÇOM DA NOSSA CAMPANHA VOTO NULO! MUNICIPAIS 2007
obsequio video mariña dor -bisbarra de vacascions- feito por umhas amigas de Lucía Aldao (Pepa Yáñez, Miguel de Lira e Pepe Penabade)
Escrito por maribolheras em 14:58:01 | Link permanente | Comments (15) |