
NOM, NOm, nOM imos a madrid

Adjuntamos polo seu interesse este artigo publicado no portal galizalivre.org no que se parte da próxima data do 28 de junho para fazer algumhas reflexons ao redor do movimento lésbi-gai e de qüestons comuns a este e ao movimento feminista, como a prostituiçom e a pornografia:
http://www.galizalivre.org/
Reproduzimos artigo de opiniom sobre o movimento feminista que nos envia a militante Josefa Doval, com o intuito de favorecer o debate por volta de questons polémicas que se estám a pôr de relevo, sobretodo em datas próximas ao 28 de junho.
'Escolher este termo nom é umha casualidade. Há um par de anos um grupo e activistas milanesas escolheu a palavra 'mayday' para reinventar o 1º de Maio, umha data que para elas estava totalmente desvirtuada e perdida entre pragmatismos partidários e sindicais. Escolho este termo de cara a analisar se também faz falta um "maygay", polo mais que visível deterioramento do que realmente significa o 28 de Junho'.
O 28 de Junho, se surge como resposta à homofobia e outros tipos de exclussom social a este colectivo, passa a ser agora a resposta ao pequeno "poder gai" e ao acomodamento que os movimentos homossexuais tomárom. No caso do Estado Espanhol esta data está moi clara, movimentos que incluiam no seu discurso referências à destruiçom das estruturas patriarcais parecem contentar-se hoje com o 'matrimónio' que ZP e o grande ícone gai espanhol Pedro Zerolo lhe ofertárom. Pode ser que no ámbito estatal haja umha radicalizaçom do movimento gai, mas a crítica à estrutura matrimonial nom é todo...
Evidentemente, que a quase totalidade dos colectivos gais renegárom disto como vitória ainda que nom podemos afirmar que a radicalizaçom antes mencionada se materializasse. Por carecer de interesse, prefiro analisar que acontece e qual é o estado deste tema no ámbito galego. O passado 28 de Junho, vírom-se claras as posturas, tivem a oportunidade de acudir a dúas manifestaçons, umha na Corunha organizada polo colectivo Marbolheras Precárias e outra por distintas associaçons políticas o próprio dia 28 em Compostela.
A 1º defendia os postulados das "teorias queer" dos 90 e a de Compostela aparecia m ergulhadanum tremendo barulho de discursos. As primeiras defendiam, sem dúvida, um discurso mais acorde co que esse dia queria significar. A total eliminaçom dos normativismos sexuais e de género, umha subjectividade marcada polo desejo e que fuge de heteronormativismos e prejuizos alheios dirigentes da sexualidade própria. Na de Compostela nom vimos mais alá de panfletos e berros que de jeito repetitivo bombardeabam palavras como 'respeito', 'liberdade', 'orgulho' ...
A priori podiamos pensar que num dia do orgulho gai cabe este discurso, mas o ponto de choque vem a travês de palavras, que a primeira tem como base. O fím dos géneros e a concepçom do sexo como construçom.
Sem dúvida isto vemo-lo quase como impossível dentro do movimento associativo nacionalista, já que nele seguem-se a defender postulados que poderiamos denominar 'arcaicos'. O sexo nom é simplesmente um acto composto por atracçom, prazer e orgasmos, o sexo é desejo, é fantasia, em definitiva, producto da subjectividade. Desde estes colectivos e organismos que antes risquei de arcaicos vem-se estas posturas como algo alienante, ou mais bem alienado, produto do capitalismo, do mercantilismo, da frivolidade, quando, evidentemente nom é assim. Pode-se quase afirmar umha negaçom do sexo por parte destes movimentos. Dentro do sexo e dessas fantasias das que se falou entram cousas como prostituiçom e pornografia das que se renega constantemente sem parar-se nem um segundo a fazer umha crítica bem artelhada e que tem umhas conseqüências bastante graves, como havemos comprovar.
Estes dous aspeitos som considerados como parte dum imaginário pos-moderno e pregonizador do 'libertinagem' sexual quando a conceiçom que se tem desde os movimentos de libertaçom sexual destes temas é moi diferente.
Umhas vem a pornografia como a continuaçom do consumismo audiovisual com conteúdo sexual e claramente machista; da óptica antes mencionada vê-se isto como algo que tem como única funçom a desvirtuaçom do sexo e a conversom em mero espectáculo, daí que se proponha e se pratique um novo jeito de porno, um porno alternativo quiçá, o que se deu em chamar pos-porno . Um porno que rompe totalmente que até o de agora vinha carregado e homes e mulheres esperpênticas com uns movimentos mais que ensaiados e nos que se manifestava a superioridade masculina dentro incluso das relaçons sexuais, é por isso que jurde este novo tipo audiovisual, o referente claro dentro do estado é o colectivo catalá "Girls who like porno" que artelha as suas produçons mediante performances protagonizas por dragqueens e demais subjectividades estereotipadas, evidentemente nom se cingue só a isto, a introducçom de novas categorias como modo de romper estereótipos e de dar cabimento a umha interpretaçom do que é o sexo real em lugar dum mais fictício, artificial e patriarcal.
O tema da prostituiçom si que é mais complicado, nom se pode negar que a óptica dos movimentos de libertaçom sexual é claramente antagónica ao que postulam outros de carácter abolicionista. Certo é que ambos coincidem em várias cousas: na oposiçom ao tráfico de pessoas, às economias mergulhadas e demais produtos do actual sistema socioeconómico mas sem dúvida, por parte dos segundo há umha obcecaçom que tem, como dizia graves conseqüências, e essa é a negaçom de voz a este colectivo. Isto é um dadoimportante de cara ao debate, já que os primeiros fam referência ao direito que estas mulheres, e homes, se lhes nega, que nom é outro que o direito a decidir. Nom há oportunidades de associar-se de reivindicar os seus dereitos laborais, de nada, já que mesmo os colectivos mais afins às luitas laborais lhe negam a voz. E só através dessa liberdade de associaçom poderia-se acadar um verdadeiro estátus de trabalhadora para estas pessoas, porque há que recordar que o problema verdadeiro nom é a prostituiçom, senom todo o que está por trás. Só numha sociedade livre o sexo como muitos aspectos no nosso devir vital seriam inmercantilizáveis, é por isso que precissamos dar voz a esta gente de cara a eliminar o sistema mafiosos que se agocha trás dela. Todas estas reflexons podem soar espúrias mas som temas que se devem pôr sobre a mesa de cara ao artelhamento dum descurso para organizar um verdadeiro dia da LIBERTAÇOM SEXUAL.
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